Segundo o livro “Package Design Workbook” de Steven DuPuis e John Silva, em 1795 Napoleão anunciou um prêmio de 12.000 francos franceses a quem desenvolvesse uma maneira de preservar os alimentos por um longo período, isso porque o exército que pudesse se deslocar com maior rapidez e sem a preocupação de ter de preparar comida, podendo transportar seus estoques por mais tempo teria uma grande vantagem logística.

 

livro "Package Design Workbook" de Steven DuPuis e John Silva
Capa do livro “Package Design Workbook” de Steven DuPuis e John Silva

 

Em 1810, um inventor Francês chamado Nicolas Appert desenvolveu um fechamento hermético para jarros de vidro, mas o Inglês Peter Durand havia desenvolvido a embalagem para alimentos em lata que lhes dava maior mobilidade que as jarras de vidro dos Franceses. No final, a batalha de Waterloo foi vencida pelos Ingleses.

 

Obviamente não foi somente as embalagens que deram a vitória aos Ingleses, mas – com toda certeza – lhes deu uma grande vantagem.

De lá pra cá a contribuição da evolução tecnológica das embalagens tem sido enorme, me arrisco a dizer que sem esta evolução, muita coisa em nosso estilo de vida atual não seria possível. A evolução das embalagens, não só de alimentos, permitiu em grande parte, a evolução da sociedade.

A criação de um “equipamento” que permitisse que os produtos pudessem ser comercializados em unidades menores, estocados, transportados e distribuídos facilmente e através de longas distâncias e que eliminasse a intermediação do balconista, mudou o mundo radicalmente.

 

Essa transformação da embalagem em um vendedor silencioso, que agora tinha acesso direto ao consumidor, jogou as marcas em um ambiente de competição feroz, com os produtos expostos nas gôndolas lado a lado, competindo por atenção e disputando a preferência do consumidor (termo cunhado ao final de 1800), em uma decisão que dura apenas alguns segundos.

Desde então a embalagem tornou-se uma ferramenta do Marketing e passou a ser trabalhada por diversas disciplinas como a propaganda, o design gráfico e mais recentemente, o Branding.

 


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Evolução e Diferenciação

Assim como no caso das marcas, as embalagens tem como uma de suas várias funções, a diferenciação do produto. Imagine se, por exemplo, os produtos fossem expostos em sacos plásticos transparentes identificados apenas por seus nomes, seria indiferente escolher qualquer opção disponível. Agora imagine esta mesma situação, mas com um preço diferente para cada opção. Por que alguém pagaria mais por produtos aparentemente iguais?

A embalagem (bem trabalhada ou não) posiciona o produto e a marca do fabricante sob o ponto de vista do consumidor, que pode ou não se identificar com tal posicionamento.

A embalagem dá ao consumidor uma pista, uma informação a mais sobre a relação custo/benefício no momento da escolha.

 

No caso de produtos farmacêuticos a embalagem funciona como garantidor de boa procedência e qualidade.

 


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  1. Artigo técnico sobre o workflow de Desenvolvimento de Embalagens na Indústria Farmacêutica no Brasil:
    https://shop.ewcom.com.br/desenvolvimento-de-embalagens-para-a-industria-farmaceutica/
  2. White paper sobre nosso serviço de Desenvolvimento de Embalagens para que você entenda como poderemos te ajudar:  https://ewcom.com.br/landing_pharma_pack.html
  3. Se estiver acessando de um celular, considere este link:
    https://ewcom.com.br/phone/landing_pharma_pack.html

 

 

E, nos casos, onde a embalagem não participa da decisão de compra, por exemplo no caso de computadores ou e-commerce, ela transmite uma sensação de conforto e confirmação da escolha feita.

Isso para falar somente das funções mercadológicas, mas vou falar de muitas outras funções da embalagem nos próximos posts.

 

Fiquem atentos!