Embora muitos ainda não tenham despertado para isto, a sociedade e suas instituições mudaram. Os organogramas tornaram-se mais horizontais, os valores mudaram, até a política está mudando. O controle da informacão mudou de mãos. As paredes que separavam as salas caíram, as divisórias cairão. Agora é a vez dos departamentos, que ainda funcionam como empresas dentro de empresas, se transformarem e se sincronizarem.

As empresas têm de ser ainda mais rápidas e eficientes, entendendo rapidamente o que os consumidores querem, mantendo a credibilidade da marca, superando a concorrência e, principalmente, aumentando suas vendas para que o ciclo possa recomeçar.

 

Relação Consumidor-Empresa

Necessidades de consumo
É disto que as empresas são feitas. Algumas vezes, estas necessidades já existem, são identificadas e constroem-se empresas para suprí-las

Suprindo o mercado
Outras vezes, empresas já existentes, criam produtos e com a ajuda do marketing e transformam estes produtos em necessidades de consumo

O marketing e seus objetivos
Não importando quem veio primeiro – a necessidade ou o produto – uma vez que um produto é colocado no mercado e esse produto é consumido, gerando riquezas e empregos, a empresa que o fabrica torna-se dependente da continuidade desse processo, devendo realimentá-lo constantemente, e este é o objetivo do marketing: criar e realimentar o consumo de necessidades

Suporte criativo ao marketing
Sob essa ótica, podemos dizer que o marketing é o cébrebro de vendas de uma organização. Mas do que adiantam planos/estratégias que não podem ser concretizados? É aqui que começa o trabalho de uma ciência excêntrica, mas nem por isso inexata: o design. É com esta ferramenta que o marketing encontra os caminhos mais rápidos para atingir seus objetivos.

 

Design Estrutural da embalagem e produto

Uma vez que o marketing identificou seus objetivos e sabe qual tipo de produto deve colocar no mercado e para qual mercado, é hora de começar a dar forma a está idéia e este é o terreno dos departamentos de criação e design. Esta parte do processo pode ser iniciada pela estrutura (produto/embalagem em sí) ou pela estética (tratamento gráfico) de acordo com o foco que se deve ter.

Hoje o design de embalagem cumpre um papel fundamental e cada vez mais importante na diferenciação do produto no ponto de venda, mas não podemos nos esquecer de sua importância na ergonomia, na praticidade, na redução de custos, correção de problemas e no aumento da produtividade, pois em grande parte dos casos somente o formato do produto/embalagem poderá ser eficiente e conferir todas estas características ao seu produto. Um design estrutural inteligente e de alto nível é exigido por todas as pontas do processo, pelos consumidores, pelo marketing, pela área financeira, pela produção ou simplesmente para que se possa manter a força da marca.

 

Design Gráfico

Este é o momento de “dar vestimentas ao corpo nu” da embalagem, aqui serão estudados cores, logotipos, hierarquia visual, adequação à categoria de produtos e impacto na gôndola. O design gráfico e o design estrutural são duas atividades complementares e são determinantes para o sucesso de qualquer processo, sincronia de objetivos e procedimentos entre diferentes departamentos.

 

Suporte na redução de custos e no ganho de produtividade

Esta é uma função do design que deve estar presente desde a etapa estrutural e acompanhar todo o processo a frente, pois é crucial para que seja feita a ligação entre as áreas de projeto (mais conceituais) e as áreas de engenharia e produção (mais técnicas). E para isso não é necessário um departamento, mas um profissional generalista que possa falar as diferentes linguagens e entender as diferentes técnicas envolvidas em cada departamento e unir tudo isto numa única visão, como único objetivo de minimizar custos e maximizar receitas. Este profissional deve pesquisar e apresentar as melhores opções (relação custo X benefício) entre os melhores materiais, formatos e processos a ser utilizados. Trabalhando muito próximo inclusive com a área de compras, sem se esquecer dos objetivos de venda.

 

Mais foco, maior eficiência

Todos os esforços dos administradores, de qualquer empresa, de qualquer porte, devam estar voltados para que este seja, não só um resultado em projetos específicos, mas que acima de tudo, foco e eficiência sejam uma cultura em toda a empresa e entre todos os profissionais.

Contudo, um não acontece sem o outro: a eficiência só é alcançada com o foco que, por sua vez, só é alcançado quando todos os envolvidos se convencem de que aceitar o novo, sincronizar o passo e unificar os objetivos é a melhor maneira de ser mais eficiênte.

Nenhum departamento e nenhum profissional pode esquecer que uma empresa só pode ser sólida se souber exatamente quais são as razões e os pré-requisitos para que um negócio seja viável e que nada pode ser realizado se não houver um bom resultado de vendas. E a conclusão é que, em qualquer empresa, os processos são um ciclo que não tem começo, nem fim, pois não há vendas se não houver uma boa produção e não há produção se não houver boas vendas.

 

Posição (mais comum) do design na industria farmacêutica

Design na indústria farmacêutica
Fluxograma simplificado de áreas envolvidas na criação X produção farmacêutica

Não cabe dizer se o Fluxograma acima é correto ou não, mas a experiência prática mostra desvantagens e desatualizações nesse modelo. Das 11 áreas analisadas, apenas a diretoria e o MKT tem objetivos diretamente ligados à atividade fim da empresa, que é vender mais medicamentos em menos tempo. Quando um projeto não faz parte do foco de um ou mais departamentos, os objetivos e prioridades específicos podem tornar o desenvolvimento do processo lento e conflitante.

 

Fluxograma de atividades Desenvolvimento de Embalagens
Fluxograma de atividades de Desenvolvimento de embalagens na Indústria Farmacêutica

 

 

O modelo de Design In house

De acordo com o fluxograma apresentado anteriormente – a área de design recebe o texto legal da área regulatória, os dimensionais da engenharia, o manual de identidade visual do MKT, recomendações e restrições das áreas de Tecnologia Farmacêutica (TCF) e Garantia de Qualidade (GQU) e demais áreas envolvidas no processo. Compilamos as informações, organizamos e formatamos tudo para que haja, ao mesmo tempo, qualidade técnica (funcional) e gráfica (estética). Por motivo dessa centralização e proatividade, desenvolvemos know-how único tanto na transformação dessa informação, quanto no fluxograma, a ponto de termos elaborado a base de um sistema que automatiza e documenta todo o processo de desenvolvimento durante o tempo em que estivemos alocados dentro da fábrica de um de nossos clientes.

Os times treinados pelo EW incorporam, de fato, o espírito de parceria, nos preocupamos com o negócio do cliente e temos foco na relação com o seu consumidor. Tudo que fazemos vai no sentido, não só de cumprir prazos e exigências técnicas, mas de garantir que as embalagens levem ao consumidor uma imagem de credibilidade e segurança da marca de nosso cliente, temos a consciência de que as informações de uma embalagem de medicamento podem ter impactos significantes em sua vida e na imagem do fabricante.

Tudo isso sem falar na relação com os fornecedores onde a postura de um departamento de desenvolvimento deve ser a de negociar melhor qualidade, sem necessariamente aumentar custos e prazos, deve ser de um trabalho em conjunto para que o cliente não tenha que se preocupar com uma parte do processo que não é seu core business, assim incentivamos os fornecedores a desenvolver novas soluções para redução de custos e aumento de funcionalidade das embalagens.

 

Como deveria ser o posicionamento do DE em nossa visão

O organograma abaixo, não é inovador, na europa e e algumas empresas no Brasil, especialmente do setor de cosméticos, já desfrutam dos benefícios do que chamamos de Gerenciamento do Design, onde esta área encontra-se integrada às áreas técnico-produtivas, sendo diretamente guiada pelos interesses de um controller (financeiro) e de um Diretor de Comunicação, sendo subordianada à Gerência de Logística e podendo ser coordenada por comprador – profissional que, normalmente, tem interesse na boa relação entre produção interna e fornecedores, não deixando de se preocupar coma boa imagem da empresa frente ao mercado.

Organograma de Gerenciamento de Design
Organograma de Gerenciamento de Design

 

 

Modelo de Atendimento Remoto e Independente

Por último, a experiência de mais de 17 anos do EW Design Studio na área mostra que o Atendimento remoto acaba por ser o mais eficiente entre todos os apresentados aqui, pois estar dentro da indústria como um departamento ou como uma equipe In House terceirizada pode ser vantajoso pelo fato de a equipe de design fazer parte do cotidiano da empresa e desenvolver uma relação mais empática com a empresa-cliente, mas também ocorre um efeito prejudicial que é a imersão do design na burocracia da empresa e, por vezes, na falta de sinergia entre os diversos departamentos com os quais deve interagir e obter informações e feedback. Isto acaba por tonar as equipes de design lentas e pseudo-responsáveis por essa lentidão por se tratar de uma área centralizadora de informações.

Quando se presta serviços remotamente, a equipe de design pode impor seu próprio ritmo, descolando-se das rotinas dos seus clientes e estipulando suas próprias metas e métodos de trabalho e desempenho, podendo ser autônoma para inovar e atualizar seu parque tecnológico, assim como sua dinâmica diária. Empenhado-se em dar respostas mais rápidas e eficazes ao seu cliente que, por sua vez, conseguira identificar com mais clareza e correção seus próprios gargalos e pontos de melhoria, conseguindo, desta forma, alimentar a equipe de design com informações mais precisas e feedbacks em intervalos mais curtos.

 


Como leitura complementar, recomendo fortemente o ótimo texto: Riscos em processo de embalagens e seus impactos (de Ana Carolina Senday para a EmbalagemMarca)

SaveSave

SaveSave

SaveSave

SaveSave

SaveSave

SaveSave

SaveSave